Mostrar mensagens com a etiqueta Never Stop Dreaming. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Never Stop Dreaming. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de junho de 2013

Novas Personagens - Never Stop Dreaming*

Maddy - Filha da Sarah e do Michael

David - Filho da Sarah e do Michael

Michael - Marido da Sarah


sábado, 15 de junho de 2013

Capitulo 14 - Never Stop Dreaming

Acordei sobressaltada. Tudo parecia normal, à exceção de uma carta a piscar no ecrã do computador. Seria a resposta de Jamie?
Fui até lá. Era dele…
“Querida, Sarah
Tudo está mais triste sem ti… Contudo, espero que por aí o ambiente esteja menos pesado do que por cá! Imagino que estejas triste… Nem imaginas o estado da Claire! Manda-lhe notícias… Ela está completamente triste por estar longe de ti…
Como está o Jason? Como está a Christin? Mas acima de tudo, como estás tu?
Tenho uma coisa para te contar… Talvez duas, mas acho que já estás triste o suficiente…
Beijinhos”
Que noticia é que ele me queria dar? Enquanto procurava as palavras para lhe responder e lutava contra as lágrimas que teimavam em cair, a minha mãe chegou.
- Querida? Estás aí?
- Sim, estou aqui… No quarto…
A minha mãe veio lá.
- Estás bem?
- Hum, hum.
- Não me parece…
- Mas estás, mamã.
- Tu é que sabes… Vou preparar o jantar…
- Está bem…
Simplesmente não a queria preocupar com os meus problemas. Ela já tinha os dela. Respirei fundo e desisti de responder a Jamie.
Fui até à cozinha e ajudei a minha mãe a preparar o jantar. Ela fazia de tudo para me ver soltar uma gargalhada, mas era difícil… Vontade não me faltava, mas era difícil sorrir.
Já à mesa ela tentou fazer-me compreender aquilo que eu já sabia…
- Sarah, tu és especial tanto para mim, como para o Em. És a nossa filhinha e nós amamos-te muito. Sei que gostavas de estar em casa do teu pai, mas visto que o Tribunal não autoriza terás de ficar cá… Tenho pena que isso aconteça… Queres que peça ao Juiz a autorização para ires lá?
- Claro que sim…
- Tenho uma notícia boa para ti, relativamente a isso! – Disse com um grande sorriso.
- Ai sim? E o que é?
- Estive a pesquisar e descobri que há uma autorização em que podes ficar lá 2 meses… É de férias…
- Oh mamã! Isso é tão bom! – Levantei-me e abracei-a. As lágrimas corriam-me pelos olhos, mas não era de tristeza. Simplesmente estava feliz.
Nesse dia ao deitar-me na cama, as palavras de Kayla ecoaram na minha cabeça: “Vives da vontade de um homem que mal conheces.”
Respirei o mais fundo possível e recostei-me na cama. Fui até à prateleira e retirei de lá um livro. Comecei a ler… Parei no fim da primeira página para me recostar na cama.
- Abri a porta que se encontrava ao fundo do grande corredor. Do outro lado havia um corpo pendurado ao alto. Do fundo da minha garganta saiu um grito de horror. – Li alto. Atirei o livro para o chão, arrepiando-me. – Que nojo!
Deitei-me e acabei por adormecer. No dia seguinte, quando acordei a minha mãe estava em casa, o que era estranho…
-Que se passa?
- Tentei falar com o Juíz para ver se podias ir a Wilmigton, mas não vais poder ir…
- Não faz mal, mãe… Já me tinha mentalizado disto…
- Mentes! – Acusou-me.
- Pois…
- Querida, tenho de ir, mas liga-me se precisares de algo…
- Claro, mamã!
Deu-me um beijo na testa e saiu. Fui até à cozinha e pouco havia que me apetecesse comer.
Fui até ao meu quarto e respondi ao mail de Jamie:
“ Olá, meu amor…
A minha mãe tentou com que eu pudesse ir para aí, mas não conseguiu… Parece que vou acabar por passar um ano longe de ti… Choro todo os dias porque a sensação de desespero apodera-se de mim… Como estás?
Que coisas são essas que tanto me tens para dizer? Hem, quero saber! Vá lá! J
Podes dizer à Claire que gosto muito dela e que tenho saudades? Eu ligar-lhe-ei assim que poder.
Não te apaixones por mais ninguém… Por favor…
Beijos, Sarah*”
As lágrimas caiam a fio pela minha cara a baixo…. Eu era realmente muito chorona…
Fiz pipocas e fiquei a ver “Water for Elephants” no sofá…
Por volta das 11 horas deitei-me outra vez na cama. Tinha um enorme dor de cabeça e estar a ver o filme, mas comparada com a dor que sentia no peito, não era absolutamente nada!
Fechei os olhos e revivi os bons momentos com Jamie… Era tão poucos, mas tão bons que nem senti que esboçava um sorriso parvo na cara. 

sábado, 8 de junho de 2013

Capitulo 13 - Never Stop Dreaming*

No dia seguinte choveu ainda mais. Dei por mim a chorar quando acordei. Tive pesadelos a noite inteira e mal tinha pregado olho.
Olhei para o relógio na mesa-de-cabeceira. Eram 3:24 da manhã… Da última vez que tinha acordado eram 2:43, ou seja, não tinha dormido muito…
Levantei-me e fui até à sala, onde Jamie estava recostado no sofá.
- Também não consegues dormir? – Perguntei, sentando-me ao lado dele.
- Não… - Respondeu.
- Sabes que te amo, não sabes?
- Claro que sei, tonta! Eu também te amo muito.
Beijamo-nos apaixonadamente e ficamos assim até que ouvimos a minha mãe levantar-se. Ela apareceu e ficou pasmada a olhar para nós.
- Vós… - Começou.
- Nós nada, mãe.
Ela suspirou de alívio.
Jamie era o que eu mais queria neste momento, mas não me conseguiria entregar a ele, sabendo que a qualquer momento a minha mãe podia entrar.
A minha mãe foi até à cozinha e preparou-nos o pequeno-almoço. Claire apareceu e foi ajudá-la.
Durante toda a refeição ninguém pronunciou uma palavra!
Eu só pensava em arranjar maneira de ir ter com Jamie. Podia pedir ao juiz a autorização de visita ao meu pai, mas só dava para uma semana! Podia pedir que me deixasse ficar lá durante mais algum tempo para poder passar mais tempo com o meu pai, mas nem sabia se isso era possível.
A minha foi trabalhar e eu não consegui ir com Claire e Jamie até à paragem de autocarros.
Doía-me o coração. Talvez mesmo o peito todo. Fiquei à varanda ao vê-los partir e depois enfiei-me na cama. Não tinha vontade de fazer nada! Queria morrer! Neste momentos, a minha mãe dizia que “Os Deuses estavam a conspirar contra nós!” A verdade é que os Deuses deviam ter conspirado contra mim a vida toda! Estava farta de tudo aquilo!
Tocaram à campainha. Não me apetecia levantar, mas não podia ficar o resto da vida a criar raízes ali. Levantei e fui abrir.
Era Christin e Jason.
- Olá! – Disseram.
- Que querem? Não tenho cabeça para nada…
- Sarah, não podes ficar assim! – Incentivou-me Christin.
- Que queres que faça? Não consigo ficar de outra maneira!
- Acampamos aqui se for preciso, mas não vais ficar sozinha! – Disse Jason.
- Estás muito diferente!
- Eu sei… - Suspirou…
- Talvez! Mas só talvez, eu consiga… sei lá… ir dar uma volta! Mas não sou boa companhia!
- És sempre! – Comentou Christin.
Fui vestir-me e saímos. Quando chegamos ao Central Park, Kayla erguia-se, exuberante como sempre, à nossa frente!
- Queres ir embora? – Perguntou Jason.
- O meu dia não pode piorar!
Kayla olhou para nós.
- Olha, olha… O juiz obrigou-te a ficar cá?
- Não tens nada a ver com isso! Mete-te na tua vida! – Retorqui.
Jason colocou-se à nossa frente.
- Kayla, por favor! Esquece que eu existo, pode ser?
- Tu não existes! Vives da vontade de um homem que mal conheces. – Christin abraçou-me. – Vives na sombra! Tu não és um ser humano! Não tens vida própria! O teu pai droga-se! A tua mãe passa o dia a trabalhar! Onde tens a tua felicidade?
- Primeiro: o meu pai não se droga! Segundo: a minha mãe não passa o dia todo a trabalhar! Terceiro: e tu? És feliz a gozar com os outros? – Ela ia começar a falar. Levantei o braço. – Poupa-me! Nem a tua voz quero ouvir. Vamos embora.
Com Jason de um lado e Christin do outro fomos para minha casa, onde lhes pedi para ficar sozinha.
Fui até ao computador e comecei a escrever uma mensagem a Jamie:
“ Querido Jamie,
Sei que nunca vou ser corajosa o suficiente para lutar contra a Kayla. Ela é superior a mim… Em tudo. Menos no namorado *-*
O que ela me disse hoje é em parte verdade, eu vivo na sombra de um homem que mal conheço, mas que posso eu fazer? Não posso ter vontade própria…
Quero contar-te uma coisa há muito tempo… Mas falta-me a coragem… Prometo que um dia quando realmente tiver coragem te conto! Tu mereces…
Como está tudo por aí?
Por cá, pode dizer-se que a Christin e o Jason têm sido excelentes! Mas era tudo melhor contigo aqui, ou eu aí!
Cheia de saudades, Sarah.
PS: Toma conta da Claire :)”
E lá enviou o enviou. Depois deitei-me na cama e adormeci…

sábado, 1 de junho de 2013

Capitulo 12 - Never Stop Dreaming*

- Podem voltar a entrar.
Abracei os meus pais. Eles tinham tido um divórcio amigável, não era isto que faria com que não falassem mais um com o outro!
Na sala estava o juiz sentado no seu “trono”, os seus assistentes e outras cadeira para os que agora entravam na sala. Senti um arrepio percorrer-me o corpo todo! Não queria deixar a minha mãe sozinha, mas eu queria paz e ela só existia em Wilmington. Porque é que eu era tão indecisa!!??
- Hoje, dia 2 de Julho fica escrito em ata que Sarah Hale, filha de Mary Detret e Emmet Hale, ficará a viver… - O juiz fez uma pausa. Na minha cabeça passaram todas as memórias que tinha de Jamie e de Claire e tive a certeza de que ficaria com a minha mãe. – com Mary Detret.
Não podia ser verdade! Eu queria ir viver com o meu pai! Lá sempre tinha Jamie, Claire… Lá eu tinha paz! Aqui podia ter a Christin, mas o meu amor por Jamie falava mais alto! Porque é que isto tem de ser assim? Porque é que a vida nunca é justa? Será que algum dia vou voltar a ser feliz?
- Porquê? – Gritei. Ninguém me respondeu e eu abandonei a sala. Jamie e Claire deviam ter ouvido o meu grito. Estavam ambos de pé e um pouco atarantados.
- Sarah? – Chamou Jamie.
- Desculpem…
Desatei a correr. Quando tive noção de que ninguém me alcançaria, parei de correr e comecei simplesmente a andar.
Tudo em que acreditei até ao último instante deixara agora de ser verdade! Tudo aquilo que eu mais queria era agora impossível… Quer dizer, se eu fugir… Não! O juiz ainda arranjava maneira de culpar os meus pais!
Porquê? Porquê? Porque é que quando, finalmente, eu tive uma vida, me tiraram tudo isso? Eu definitivamente não tinha nascido para viver neste mundo.
- Sarah!! – Ouvi.
Pela voz era Jamie.
- Jamie? – Pela primeira vez percebi, que não sabia onde estava. – Jamie?
- Sarah! – Eu ouvia a voz dele, mas onde é que ele estava? Por onde é que eu tinha vindo? Havia milhões de duvidas a assaltar-me a cabeça, e não conseguia encontrar respostas. Respirei fundo e tentei acalmar-me.
- Jamie? És tu?
- Onde estás??
- Não sei! - Arrepiei-me.
No meio de toda aquela gritaria acabei por ver homens, mas tinha os olhos tão inchados das lágrimas e da chuva que não conseguia perceber quem era!
- Jamie? És tu? – Não me responderam o que me fez arrepiar.
Não era Jamie! Jamie estava algures, mas não era nenhum daqueles homens. Eu queria correr, queria fugir dali, mas as minhas pernas não se mexiam! Era como se estivessem presas ao chão!
No meio de todo aquele desespero, os homens aproximavam-se cada vez mais. Não falavam e eu não sabia quem eles eram!
- Jamie! – Gritei com todas as forças que consegui.
Um dos homens riu-se. Arrepiei-me. Era um riso grave, assustador demais…
- Sarah! Onde estás?
-Anda rápido!
- Onde?
Os homens estavam cada vez mais próximos. Sentia que Jamie estava a ficar assustado, por não saber onde eu estava.
Olhei em redor à procura de algo para me defender, ou algo que indicasse a Jamie onde eu estava, mas não encontrava nada. Parecia que o Universo estava a conspirar contra mim! Eu não sabia o que aqueles homens queriam, não sabia onde estava, não sabia como me defender, não conseguia correr e fugir dali!
Senti-me desfalecer… Na realidade eu era uma falhada! Quem eram aquele homens?
- Eu não sei… Jamiiieee! – A minha voz tremia. Eu não sabia se de frio, se de medo…
- Estou a caminho! – Acabei por ouvir e os homens estavam mesmo à minha frente!!
Fiquei tão paralisada que nem sabia falar, pensar, nem respirar! Só o meu coração batia tão depressa que se ouvia cá fora.
- Uma coisa tão linda sozinha! – Disse um dos homens, tocando-me no rosto.
- Deixe-me! Não estou sozinha!
- Não é o que parece! – Disse o outro, agarrando-me pela cintura. Levantei a perna e acertei-lhe entre as pernas.
- Autch! – Gritou. – Ela é bruta.
- Melhor ainda.
- Larguem-me!
- Não! – Desafiou-me!
Dei-lhe um estalo.
- Au! – Disse imitando uma rapariga. – Achas que isso me afetou?!
Agarrou-me e enterrou a mão na minha perna.
- Largue-me!
O outro homem estava atrás de mim. Sentia-o. Tudo aquilo me estava a dar voltas à barriga.
- Larguem-me! – Debati para que me largassem.
O homem que estava atrás de mim tentou arrancar-me a camisola.
Tentei fugir, mas eles eram muito mais fortes. Atiraram-me para o chão e bati com a cabeça. Fiquei meia atordoada.
Um dos homens deitou-se sobre mim.
- Saia já! – Gritei.
- Gritas tanto para quê? Aqui ninguém te ouve!! – Disse o outro a rir.
Riram os dois bem alto e eu gritei com toda as forças que consegui. Tudo aquilo me estava a meter nojo.
- Sarah! – A voz era de Jamie… Não havia uma voz tão perfeita como aquela. – Larga-a, palhaço! – Jamie espetou-lhe um muro que fez o homem cair para o lado. Finalmente apercebi-me de que eram dois homens altos e na casa dos 50 anos!!
Jamie empurrou também o outro. Passou-se um bocado em que eu estava tão fora de mim que não me conseguia mexer, até que apareceu Jason. Não estava habituada a vê-lo a defender-me, mas a verdade é que ele estava a ajudar Jamie e acabou por chamar a policia e relatar onde estávamos e o que se tinha passado.
- Estás bem? Ele… - Jamie não conseguiu acabar a frase.
Arrepiei-me só de pensar…
- Não… - Eu pouco conseguia dizer. Estava tão assustada, tão fora de mim, que não conseguia formar frases…
Jamie deu-me o casaco que estava a usar e depois abraçou-me.
- Agora está tudo bem.
Jason estava um pouco afastado de nós junto a dois homens presos com um velho fio de eletricidade que encontraram por ali. Não havia mais nada que os pudesse prender por isso usaram isso.
Quando finalmente a polícia apareceu, vinha acompanhada por Claire, Christin e os meus pais.
- Princesa! – Gritou a minha mãe, que ao ver que estava embalada em Jamie parou. Parou toda a gente e ficaram a olhar para nós… Não percebi porquê, sabia apenas que estar assim ali com Jamie era a melhor sensação do mundo. De tudo o que se tinha passado hoje, aquilo devia ser uma recompensa.
Os polícias levaram os dois homens e eu e Jamie levantamo-nos.
Jason estava ao lado de Claire. Fomos até lá.
- Obrigada. – Disse-lhe.
- Não agradeças, Sarah… Eu não mereço depois de tudo o que te fiz… - A voz fugiu-lhe.
Pousei-lhe a mão no ombro.
- Toda a gente merece uma segunda oportunidade. – Disse, sorrindo.
- Obrigada!
- Tu merece-la.
Ele ficou embaraçado…
Rimo-nos.
Neste momento eu tinha perdido a noção de que tudo aquilo acabaria com o nascer de um novo dia…- Podem voltar a entrar.
Abracei os meus pais. Eles tinham tido um divórcio amigável, não era isto que faria com que não falassem mais um com o outro!
Na sala estava o juiz sentado no seu “trono”, os seus assistentes e outras cadeira para os que agora entravam na sala. Senti um arrepio percorrer-me o corpo todo! Não queria deixar a minha mãe sozinha, mas eu queria paz e ela só existia em Wilmington. Porque é que eu era tão indecisa!!??
- Hoje, dia 2 de Julho fica escrito em ata que Sarah Hale, filha de Mary Detret e Emmet Hale, ficará a viver… - O juiz fez uma pausa. Na minha cabeça passaram todas as memórias que tinha de Jamie e de Claire e tive a certeza de que ficaria com a minha mãe. – com Mary Detret.
Não podia ser verdade! Eu queria ir viver com o meu pai! Lá sempre tinha Jamie, Claire… Lá eu tinha paz! Aqui podia ter a Christin, mas o meu amor por Jamie falava mais alto! Porque é que isto tem de ser assim? Porque é que a vida nunca é justa? Será que algum dia vou voltar a ser feliz?
- Porquê? – Gritei. Ninguém me respondeu e eu abandonei a sala. Jamie e Claire deviam ter ouvido o meu grito. Estavam ambos de pé e um pouco atarantados.
- Sarah? – Chamou Jamie.
- Desculpem…
Desatei a correr. Quando tive noção de que ninguém me alcançaria, parei de correr e comecei simplesmente a andar.
Tudo em que acreditei até ao último instante deixara agora de ser verdade! Tudo aquilo que eu mais queria era agora impossível… Quer dizer, se eu fugir… Não! O juiz ainda arranjava maneira de culpar os meus pais!
Porquê? Porquê? Porque é que quando, finalmente, eu tive uma vida, me tiraram tudo isso? Eu definitivamente não tinha nascido para viver neste mundo.
- Sarah!! – Ouvi.
Pela voz era Jamie.
- Jamie? – Pela primeira vez percebi, que não sabia onde estava. – Jamie?
- Sarah! – Eu ouvia a voz dele, mas onde é que ele estava? Por onde é que eu tinha vindo? Havia milhões de duvidas a assaltar-me a cabeça, e não conseguia encontrar respostas. Respirei fundo e tentei acalmar-me.
- Jamie? És tu?
- Onde estás??
- Não sei! - Arrepiei-me.
No meio de toda aquela gritaria acabei por ver homens, mas tinha os olhos tão inchados das lágrimas e da chuva que não conseguia perceber quem era!
- Jamie? És tu? – Não me responderam o que me fez arrepiar.
Não era Jamie! Jamie estava algures, mas não era nenhum daqueles homens. Eu queria correr, queria fugir dali, mas as minhas pernas não se mexiam! Era como se estivessem presas ao chão!
No meio de todo aquele desespero, os homens aproximavam-se cada vez mais. Não falavam e eu não sabia quem eles eram!
- Jamie! – Gritei com todas as forças que consegui.
Um dos homens riu-se. Arrepiei-me. Era um riso grave, assustador demais…
- Sarah! Onde estás?
-Anda rápido!
- Onde?
Os homens estavam cada vez mais próximos. Sentia que Jamie estava a ficar assustado, por não saber onde eu estava.
Olhei em redor à procura de algo para me defender, ou algo que indicasse a Jamie onde eu estava, mas não encontrava nada. Parecia que o Universo estava a conspirar contra mim! Eu não sabia o que aqueles homens queriam, não sabia onde estava, não sabia como me defender, não conseguia correr e fugir dali!
Senti-me desfalecer… Na realidade eu era uma falhada! Quem eram aquele homens?
- Eu não sei… Jamiiieee! – A minha voz tremia. Eu não sabia se de frio, se de medo…
- Estou a caminho! – Acabei por ouvir e os homens estavam mesmo à minha frente!!
Fiquei tão paralisada que nem sabia falar, pensar, nem respirar! Só o meu coração batia tão depressa que se ouvia cá fora.
- Uma coisa tão linda sozinha! – Disse um dos homens, tocando-me no rosto.
- Deixe-me! Não estou sozinha!
- Não é o que parece! – Disse o outro, agarrando-me pela cintura. Levantei a perna e acertei-lhe entre as pernas.
- Autch! – Gritou. – Ela é bruta.
- Melhor ainda.
- Larguem-me!
- Não! – Desafiou-me!
Dei-lhe um estalo.
- Au! – Disse imitando uma rapariga. – Achas que isso me afetou?!
Agarrou-me e enterrou a mão na minha perna.
- Largue-me!
O outro homem estava atrás de mim. Sentia-o. Tudo aquilo me estava a dar voltas à barriga.
- Larguem-me! – Debati para que me largassem.
O homem que estava atrás de mim tentou arrancar-me a camisola.
Tentei fugir, mas eles eram muito mais fortes. Atiraram-me para o chão e bati com a cabeça. Fiquei meia atordoada.
Um dos homens deitou-se sobre mim.
- Saia já! – Gritei.
- Gritas tanto para quê? Aqui ninguém te ouve!! – Disse o outro a rir.
Riram os dois bem alto e eu gritei com toda as forças que consegui. Tudo aquilo me estava a meter nojo.
- Sarah! – A voz era de Jamie… Não havia uma voz tão perfeita como aquela. – Larga-a, palhaço! – Jamie espetou-lhe um muro que fez o homem cair para o lado. Finalmente apercebi-me de que eram dois homens altos e na casa dos 50 anos!!
Jamie empurrou também o outro. Passou-se um bocado em que eu estava tão fora de mim que não me conseguia mexer, até que apareceu Jason. Não estava habituada a vê-lo a defender-me, mas a verdade é que ele estava a ajudar Jamie e acabou por chamar a policia e relatar onde estávamos e o que se tinha passado.
- Estás bem? Ele… - Jamie não conseguiu acabar a frase.
Arrepiei-me só de pensar…
- Não… - Eu pouco conseguia dizer. Estava tão assustada, tão fora de mim, que não conseguia formar frases…
Jamie deu-me o casaco que estava a usar e depois abraçou-me.
- Agora está tudo bem.
Jason estava um pouco afastado de nós junto a dois homens presos com um velho fio de eletricidade que encontraram por ali. Não havia mais nada que os pudesse prender por isso usaram isso.
Quando finalmente a polícia apareceu, vinha acompanhada por Claire, Christin e os meus pais.
- Princesa! – Gritou a minha mãe, que ao ver que estava embalada em Jamie parou. Parou toda a gente e ficaram a olhar para nós… Não percebi porquê, sabia apenas que estar assim ali com Jamie era a melhor sensação do mundo. De tudo o que se tinha passado hoje, aquilo devia ser uma recompensa.
Os polícias levaram os dois homens e eu e Jamie levantamo-nos.
Jason estava ao lado de Claire. Fomos até lá.
- Obrigada. – Disse-lhe.
- Não agradeças, Sarah… Eu não mereço depois de tudo o que te fiz… - A voz fugiu-lhe.
Pousei-lhe a mão no ombro.
- Toda a gente merece uma segunda oportunidade. – Disse, sorrindo.
- Obrigada!
- Tu merece-la.
Ele ficou embaraçado…
Rimo-nos.
Neste momento eu tinha perdido a noção de que tudo aquilo acabaria com o nascer de um novo dia…



Digam-me coisas... O que estão a achar? :o

sábado, 25 de maio de 2013

Capitulo 11 - Never Stop Dreaming*

Eles passaram a noite a ver filmes, enquanto eu conversava com a minha mãe.
- É só um amigo? – Por mais que eu falasse do pai, ela ia sempre buscar Jamie à conversa.
- Oh, mãe! Ainda é tudo tão recente!
- Desde quando se conhecem?
- Desde o primeiro dia em que fui para Wilmington.
- Hum, hum… E desde quando namoram?
- Hoje!
- A sério? – A minha mãe sorriu.
- Pois…
No dia seguinte fomos os 4 (eu, Jamie, Claire e Christin) tomar o pequeno-almoço ao Starbucks.
Estávamos à mesa.
- Então, Sarah, tinhas saudades disto? – Questionou Christin.
- Se ela tinha saudades? Ela não parava de chorar!
- Hey, que exagero!
Rimo-nos.
Jamie estava muito calado.
- Que se passa? – Acabei por perguntar-lhe.
- Princesa, e se não voltas? – Os olhos dele estavam tão tristes…
- Fujo! – Aquilo saiu-me de rajada.
- Nem penses!
- Estava a brincar! – Menti…
Fiquei preocupada com ele. Ele tinha apenas o pai. Vivia só com ele, em Wilmington e não o estava a ver a deixá-lo lá sozinho! Nem eu deixaria que tal acontecesse!
Os meus pensamentos foram interrompidos por Jason que acabara de chegar…
- Olá! – Cumprimentou-nos.
- Olá! – Responderam Claire, Jamie e Christin.
- Chris, podemos falar ? – O que foi isto ? Ele para além de ter tratado Christin por “Chris” ainda lhe perguntava se podia falar com ela, como se fossem amigos? O que é que eu perdi?
- Sarah, é verdade! O Jason e a Kayla agora dão choque!
- E tu e ele?
- Eu e ele apenas amigos!!
- Hum… Ok!
Não vou dizer que confiava em Jason, porque não confiava!
- Sarah? – Jason agora dirigia-se a mim. – Eu sei que te fiz muito mal, mas ninguém melhor que eu sabe o quanto estou arrependido! Peço-te mil desculpas!
- Já tinhas dito isso, mas tens de perceber que é difícil de acreditar, mas toda a gente merece uma segunda oportunidade!
- Obrigado! Obrigado, mesmo!
Hoje era o dia da audiência. Acordei sobressaltada, o que fez também acordar Claire, ao meu lado.
Jamie dormia na sala e eu e Claire no meu quarto.
- Desculpa!
- Não faz mal… Estás nervosa?
- Muito!
- Tem calma!
- Eh! Tem de ser.
Às 10 horas estava já dentro da sala à espera do juiz. Este decidira que só estariam os meus pais, eu e os advogados.
Quando ele o me deu a oportunidade de falar, disse tudo o que me ia na alma.
- Meritíssimo, sabe o que é ter saudades de um lugar onde não se é bem-vindo? É isso que eu sinto de NY! Não por causa da minha mãe, mas por causa de tudo! A minha mãe é aquele ombro amigo! Foi durante muitos anos a minha melhor e única amiga, mas desde que e fui para Wilmington conheci o verdadeiro valor da amizade! – Apeteceu-me dizer e do amor, mas tinha medo de não ser aceite! – Em Wilmington percebi que finalmente talvez pudesse ser uma humana, que não é tratada como um animal, mas é aqui em NY que cresci, que vi a mãe maravilhosa que tinha… Eu quero…
- Não diga se quer ficar ou partir.
Assenti com a cabeça.
- Eu quero ser feliz!
A minha vez de falar acabou e abracei o meu pai.
- Se eu não puder ir para Wilmington por favor arranje tempo para vir aqui. – Sussurrei-lhe.
O meu pai ficou estranho…
- Vamos fazer um intervalo para ver a decisão do Tribunal.
Levantei-me e saí à frente deixando os meus pais a falar.
Cá fora Jamie limpava as lágrimas a Claire.
- E então? – Perguntou-me. O tom de voz dele mostrava que lutava contra as lágrimas…
- Intervalo. – Voltei-me para Claire. – Hey, então, não chores…
- A minha única amiga está em riscos de ficar em NY para o resto da vida! Como queres que não chore…
- Tenho 17 anos! Só mais um ano!
- Sarah, estás demasiado habituada à tua mãe para a deixares assim…
- Não a vou deixar assim… E eu vou convosco! – Tentei mostrar-me convicta do que dizia, mas reparei pelos olhares deles, que não estava a conseguir.
- Linda, não prometas isso! – Disse Jamie.
Suspirei. Neste momento eu podia prometer tudo, mas estava tudo nas mãos de pessoas que eu nem sabia quem eram…
- Querida? – A minha mãe chamava-me. Olhei para trás. Estava lá a minha avó…
- Avó!
- Olá, pequenina… - Os seus cabelos grisalhos e os seus olhos azuis como a mar… Era igualzinha à minha mãe… Eu era a fotocópia do meu pai… Mais sonhadora, morena, … Elas eram esguias e loiras de olhos azuis…
- O que faz aqui?
- Vim assistir…
- Mas não pode…
- A tua mãe já me disse. Hum… quem são aqueles?
- O Jamie e a Claire.
- Gostam muito de ti…
- Eu também gosto muito deles.

sábado, 18 de maio de 2013

Capitulo 10 - Never Stop Dreaming*

Jamie ajudou-me a levantar.
- Desculpa, por tudo, Sarah! – Ouvi Jason dizer. Agora é que o dizia?
- Deixa! Onde está a Kayla?
- No beco 324.
- No 324?? – Era o beco com pior ambiente! Arrepiei-me.
- Sim, mas não vais lá, pois não?
- Vou!
- Sarah, não vais!
- Vou! Ficas aqui com eles! Eles não te vão fazer mal!
- Não! Ela anda armada!
- E daí? Se morrer já não tenho de ficar dependente da vontade do juiz!
- Sarah! Não!! – Desta vez era Jamie. O olhar dele era suplicante! Senti vontade de deixar que Kayla fizesse o que lhe apetecia, a quem lhe apetecia! – Por favor! – Continuava suplicante.
Baixei o olhar.
- Eu vou e não há mais nada para discutir!
- Então eu vou contigo! – Atalhou Jamie.
- Eu também! – Apressou-se a dizer Jason.
- E eu não vou deixar que a minha única amiga morra! – Finalizou Claire.
Por momentos senti que Jason estava realmente mudado, mas não me sentia segura! Ele era uma das pessoas que mais gozara comigo e agora, de um momento para o outro, Kayla tinha-o descartado? Hum… era de desconfiar!
Respirei fundo e retomei a caminhada, mas dessa vez não ia para casa, mas sim para um local onde já muita gente morrera… Onde pouca gente se sentia segura!
Senti alguém aproximar-se de mim. Pelo perfume descobri que era Jamie.
- Sarah…
- Sim? – Tentei mostrar-me fria, para não repararem que estava cheia de medo!
- É nesta situações que reparamos o quanto gostamos de alguém, não é?
O que é que ele estava para ali a dizer?
- É! Jamie… - Eu ia contar-lhe o que sentia… mas ele tocou-me com o dedo nos lábios, fazendo sinal para me calar!
- Eu sei que não é o momento mais adequado… Mas tenho medo de perder a coragem! Eu amo-te Sarah! Entraste na minha vida, viraste-a de-pernas-para-o-ar, mas eu precisava dessa adrenalina! Desta que me estás a dar agora! Precisava de alguém para proteger e esse alguém, és tu!
Fiquei sem resposta.
- Jamie…
- Não sentes o mesmo, eu sei!
Estávamos parados no meio da rua! O sol batia-nos com força na cabeça! Deviam ser para aí 16 horas!
- Nada disso!
Coloquei-me em pontinhas de pés e beijei-lhe suavemente os lábios. Ele retribui! Senti o sol brilhar mais, ou se calhar não era nada disso! Só sei que sentia um calor percorrer-me todas as extremidades do corpo! O braço dele também estava quente. Sentia-o a segurar a cintura! Os lábios dele eram simplesmente perfeitos!
Quando chegamos ao beco 324 senti um arrepio! Os olhos de Kayla continuavam tão obscuros como eu me lembrava!
- Olha quem é ela! – Quase gritou.
Agarrei com força a mão do Jamie. Respirei fundo e dei um passo em frente, largando a mão de Jamie.
- Sarah… -Gemeu.
- Tem calma.
- Quem são esses? – Perguntou.
- Muito para mim!
- O que queres?
- Que vás embora! Que deixes toda a gente em paz!
Ela soltou um daqueles risos das bruxas.
- Vai brincar com bonecas!
- Para! Chega! Não vou deixar que gozes com mais ninguém! Posso até morrer a tentar, mas chega! – Olhei para todos os que estavam atrás dela. – Ela só vos está a usar! Ela não gosta de ninguém, a não ser dela própria!
Ouvi passos atrás de mim.
-Jason? – Kayla parecia escandalizada!
- O que a Sarah disse é verdade! Eu fui usado! Tal como todos vocês são, ou serão!
- Não lhes liguem!
As pessoas murmuravam!
- Chega! – Kayla saiu dali a correr, mesmo depois das nossas palavras muitos deles ainda ficaram com ela.
- Jason… - Uma rapariga… hum…. Mais nova do que eu aproximou-se dele. – Eu fico contigo.
- Eu sei, Sophie.
- É a tua irmã? – Perguntei.
- Sim…
- Olá, pequenina…
- A Kayla é mais forte do que eu…
- Agora estás segura.
- Obrigada!
Jamie apareceu.
- Vamos à tua mãe?
- Sim! – Suspirei.
Fomos até a minha casa. Aquela sempre seria a minha casa…
- Mãe? – Chamei ao entrar.
Nada… Olhei para o relógio sobre um armário.
- Ainda está a trabalhar.
- Ok!
- Querem lanchar?
- Sim. Pode ser.
A campainha tocou.
- Quem é?
- Sarah?
Reconheci a voz, fazendo correr instintivamente para a porta.
- Christin? – Chamai, enquanto abria a porta.
Com a porta já aberta, abraçamo-nos!
- Onde tens andado?
- Wilmington!
- A sério?
- Sim…
- Há tanta coisa que precisas de saber…
- Entra. Faço as apresentações, enquanto lanchamos.
- Já lanchei!
-E?
Sorri-lhe e ela lá entrou. Depois de as apresentações estarem feitas e de lancharmos, estivemos a conversar e foi quando a minha mãe entrou que a imagem do juiz me veio outra vez à cabeça!
- Mamã!
- Sarah!
- Olá! – Disserem os três!
- Hum… É bom saber que finalmente te dás com a Christin.
Olhei para Christin e rimos.

sábado, 11 de maio de 2013

Capitulo 9 - Never Stop Dreaming*

- Pronta? – Quando finalmente cheguei à beira dela, não estava muito convicta de que a minha ida a NY tivesse volta. O problema era: como lhe contar.
- Para ir, sim. Para não voltar, não!
- Para não voltar, não? – Repetiu Claire.
- O tribunal não me dá autorização para vir para cá. Vou aproveitar para tratar disso quando chegar lá!
- Tens de voltar… - Jamie, que acabara de chegar. – Posso ir convosco?
Fiquei sem saber o que dizer. Depois reparei que Claire tinha metido a mão nisto.
- Sim podes, e - voltando-me para Claire continuei - também quero, mas não está nas minhas mãos decidir…
- Nós ajudamos! – Incentivou Claire.
Entramos no autocarro.
- Sarah, tu e o Jamie amam-se, porque não se entendem?
- Eu ficaria em problemas e eu procuro a paz!
- Não serás tu que atrais os problemas?
Esta pergunta pôs-me a pensar. Se calhar era mesmo eu quem atraía os problemas! E o pior é que envolvia toda a gente neles!
- Talvez…
Quando chegamos a NY, tudo estava como dantes.
- Meu Deus… É mesmo feio! – Disse Claire. – Não há espaços verdes.
- Há sim! – disse apontando para um mini jardim, nos subúrbios.
- É muito pouco, Sarah! – Claire parecia desiludida.
- És defensora do meio ambiente?
- Acho que sim.
Rimo-nos.
- Então, de que é que as meninas se estão a rir? – Jamie acabara de pagar na mochila.
- De a Claire ser uma defensora do meio ambiente, mas bem vamos até casa da minha mãe. Ela está cheia de saudades! 
Devo ter feito uma cara de que não queria assistir à cena, porque eles se voltaram a rir.
Comecei a caminhar… 
Todos aqueles lugares… 
Os lugares aos quais chamei casa, iriam ser, dentro de algum tempo, local de visita… 
Uma dor apertou-me o coração, ao mesmo tempo que algo na minha barriga se revolvia…
- Está tudo bem, Sarah?
- Sim…
Fomos caminhando e rindo… Eles eram realmente divertidos. Eu sentia-me bem com eles…
Viramos a curva do terceiro quarteirão a contar de minha casa e Jamie esbarrou-se contra Jason. À minha memória veio a cena da aula, em que ele foi expulso.
- Desculpa! – Proferiram ao mesmo tempo.
Jason levantou o olhar.
- Sarah?
Eu não sabia muito bem o que dizer. Tinha medo… Ele gozaria comigo? Estaria Kayla por perto? Eu não a queria ver!!
- Sarah, está tudo bem? Quem é este? – Claire e Jamie tentavam perceber o que se passava!
- Jason… Que queres? - Tentei parecer o mais despreocupada possivel, mas era quase impossivel! Tudo o que ele e Kayla fizeram contra mim vinha à minha memória e uma vontade de lhe bater enchia-me a alma! Lutei por me controlar!
- Quem são estes? Que fazes aqui? Já viste a Kayla? Ela…
- Não digas! Prefiro não saber!!
- Mas, tem cuidado!!
- Porquê? - Agora o meu coração batia como nunca! Kayla! Kayla! Kayla!
- Ela até a mim ameaçou! Ela está pior!
O meu cérebro imaginou Kayla com uma faca na mão, com a roupa cheia de sangue, mas apesar de a imagem ser hilariante, tive vontade de voltar para Wilmington. De fugir! De esquecer tudo, todos! Senti que as lágrimas teimavam por cair, mas fechando os olhos consegui contralá-las. Abri-os novamente e olhei para Jason!
 Os olhos deles mostravam sinceridade e uma pontada no coração fez-me sentir incapaz de tudo! De amar, de lutar, de crescer, de sorrir, de viver, de chorar, de tudo mesmo...
Onde estaria Kayla! Tinha feito mal a outra pessoas por não ter a sua mascote favorita? 
Senti Claire e Jamie a ficarem tensos! Não era para menos, mas eles não imaginavam Kayla e tudo o que ela me fizera! 
Respirei fundo. Eles acabariam por saber, não era?
- Quem é a Kayla, Sarah?
Deixei-me cair no chão e Jason ajoelhou-se à minha frente.
- Foge, Sarah! Foge.
Mas eu não podia!!